Há uma vontade que não sai de mim. Ao contrário, ela entranha nos meus órgãos e veias cada vez mais profundamente, mais deliciosamente. Insiste. Como uma pulsão, uma necessidade insaciável. Tenho vontade das colinas, da casa, da comida. Dos sorrisos, das mãos, dos orgasmos. Da pele, dos cigarros, dos carinhos. De você. A vontade é você. Quero te dar flores plantadas num jardim que é nosso, quero dançar com você - só eu, você e o universo - e agradecer a ele por, mesmo depois de tudo, me permitir estar com você. Quero te abraçar hoje, até amanhecer, ouvindo e nos encontrando nas músicas. Tenho urgência de você.
Se te encontro, te amo, te adoro, te sugo, te aperto. Tento te apreender. E, sempre que você se vai, leva consigo algo que já me pertence, e sem o qual a vida fica meio cinza. O mundo não fica cinza quando você parte, porque sei que você ainda é minha, e ainda me tem, mas fica latejando. Ele pulsa, ofegante por você, pelo nosso encontro que sempre muda tudo.
Nossa junção é a harmonia que eu sempre quis, seu amor é o amor que me faz acreditar na vida.
Tenho aprendido que a palavra só não é nada pequena. Que o medo pode sumir. Que os se podem ser esperança. Que esperança pode ser bom. Que slow down é necessário, mas difícil as hell. Que amar não é sofrer. Ah, vida, quem diria que um dia nos reconciliaríamos! Quem diria que seria possível encontrar a felicidade assim, em um simples opa!
Fecho os olhos e me sinto capaz de quase tocar o amor. Consigo ver detalhes do seu corpo, sentir seu beijo, seus toques. Posso experimentar seu amor. E crer. Em tudo o que somos. E podemos ser.

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