segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Urubus e pombos
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A big fuckin cock
domingo, 10 de agosto de 2014
Pulsão
domingo, 27 de julho de 2014
Same stupidity
terça-feira, 22 de julho de 2014
Absoluta insanidade
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Ele
terça-feira, 15 de julho de 2014
Uma fresta no cinza
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Uma mistura de angústia e paz
sábado, 12 de julho de 2014
[des]prazer do amor e sexo
domingo, 29 de junho de 2014
No magnanimitatis
sábado, 28 de junho de 2014
Epifania
terça-feira, 17 de junho de 2014
Inocente manipulado(r)
sábado, 26 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Ele andava, pensando e se sentindo mal. Sentia-se fisicamente monstruoso. E era. Sempre andou por aí se fazendo de gente. Se comportava como gente: comia feito gente, bebia, estudava e conversava igual gente. Até amigos chegou a fazer. Aproveitou momentos de muita diversão, compartilhou projetos, gostos, notou até semelhanças. Sentia-se gente. Mas sabia. Lá no fundo sabia que segurava o xixi até em casa para evitar espelhos, passeava no shopping fitando o chão para fugir de tantos refletores. Sabia que todos viam sua monstruosidade. Sabia que era um tanto temido, um tanto evitado, um tanto incômodo. Um dia subiu na sua nave e partiu. Sem saber pra onde.
terça-feira, 11 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
"Desejo ser inexpressiva." Ela pensou enquanto soprava as velas do bolo de comemoração dos seus dezesseis anos. Há mais ou menos um ano o seu descontrole para expressão de emoções começara a lhe trazer problemas e as suas tentativas de esquivar-se das situações que a colocavam "em perigo" já foram todas frustradas. Sua última opção era acreditar no sobrenatural. Pediu a Deus, e nada. Foi aos umbandistas, e nada. Viu uma estrela cadente, até encontrou um trevo de quatro folhas, uma ferradura e um pé de coelho, pra garantir. E nada.
Ela só sabia que precisava se livrar desses músculos que tanto a entregavam ao se contorcerem em caretas extremamente vivas e quase falantes.
Tentou o quanto podia, enfrentou os confrontos das namoradas e amigos, chorou, sofreu, se escondeu por alguns anos. Chegou aos 23 e já não aguentava mais se desgastar emocionalmente. Com o bisturi da aula de anatomia que levara pra casa aquela tarde arrancou fora o tormento em forma de face. Ou pelo menos era o que pensava estar fazendo.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Meu desejo tornou-se incontrolável. Larguei as aulas, o trabalho, a sanidade. Guardei por anos o dinheiro que meu pai me deixou, pra investir na minha vida. E agora ofereço-o aos poucos às mulheres que vêm e vão. Fico no quarto quase o dia todo, deitada, extasiada com o prazer que recebo. Encontrei o padrão das minhas mulheres, e agora contrato todas que se encaixam nele. É você que me come tão vorazmente a cada mulher que vem. Mesmo não sendo.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Pense em "foda-se". O que você acha dessa expressão? Eu fico pensando. Será que alguém pensa como eu? (Hahahahaha a piada do "como eu" -ou "como você"- nunca acaba a graça) Porque foda-se é um palavrão? Acho que podia ser uma despedida de amigos tipo galera ta comendo ninguém, dando pra ninguém é aí eles vão embora é dizem: "ou, foda-se." O outro responde "Noh, mano, foda-se também!". Um desejado boa coisa ao outro, saca?
Só sei que vou dormir. Umas três horas apenas, mas vamo que vamo.
Sinto o calor como um corpo pesado sobre mim. E ele faz com que eu sinta cada vez mais todos os outros pesos que me atormentam; a confusão, os medos, as neuras e- pior- os amores. Minha cabeça se recusa a permanecer reta no pescoço... sinto-a mole, derretida como o sorvete que terminei.
Recuso-me a aceitar que não amo. Amo. Amo sim. Só não sei como.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Talvez seja mesmo lindo as fênix não morrerem. Só penso que os corações dos donos morreriam um pouco toda vez que elas se tornassem cinzas. E palpitariam sempre que renascessem. Como um coração poderia suportar tantas vezes a perda? E a ansiedade do renascimento..! Se algo desse errado a chance de dizer adeus já teria passado. E o fim sempre chega. Essa certeza é um tormento.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Costas nuas
Me perco no olhar, sonhando
O cheiro me extasia
E a fantasia me faz mergulhar em um mundo só meu.
Boca e pele se misturam
Mãos, caras e sons me preocupam
E Vigotsky me chama de novo.